Primeiras Manifestações da Mediunidade

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As Primeiras Manifestações da Mediunidade, nos são reveladas pelo espírito Ascencionado Ramatís.

Onde tiveram início as primeiras manifestações da mediunidade e qual foi o povo que primeiramente as revelou ao nosso mundo?

RAMATÍS: – Ás civilizações como as da Atlântida, Lemúria, China, Hebréia, Egito, Pérsia, Caldéia, Cartago, Assíria, Grécia, Babilônia, Índia, Germânia ou Arábia, comprovam, pela sua histona, lendas ou pelo seu folclore, que os fenômenos mediúnicos surgiram em todos os recantos do orbe terráqueo, quase ao mesmo tempo e sem privilégios especiais. Eles se manifestaram em todos os agrupamentos humanos. A fenomenologia mediúnica foi evidenciada até nos objetos e nos propósitos guerreiros desses povos primitivos, tendo-os influenciado seriamente, embora a sua realidade esteja velada pelo simbolismo das tradições lendárias.

Os escandinavos. principalmente os “vikings”, narram os seus encontros com deuses, bruxas, sereias e entidades fascinadoras, que surgiam das brumas misteriosas perseguindo-os durante as noites de lua cheia. Na própria música desse povo transparece a tonalidade da indagação oculta ou expectativa fantasiosa cujas melodias sugerem coisas incomuns e surpreendentes à vida do homem físico.

As histórias e as lendas musicadas por Wagner em suas peças sinfônicas ou óperas magistrais confirmam o espírito de religiosidade e a crença no mundo invisível por parte dos povos germânicos e anglo-saxões. Eles rendiam sua homenagem aos deuses, aos gênios, aos numes, e os consideravam habitantes de um mundo estranho muito diferente do que é habitado pelos homens.

Realmente, os temas fundamentais das óperas musicadas por\Vagner são todos estribados em acontecimentos sobrenaturais, traindo em seu profundo simbolismo iniciático ou religioso a existência de um mundo espiritual. A Cavalgada das Walkírias, por exemplo, conta a história das deusas que recolhiam os guerreiros germânicos nos campos de batalha e depois os levavam para o Walhala, ou seja, ao reino da Glória!

Em Siegfried, o herói busca a verdade, vence o dragão, símbolo da natureza inferior do homem, e mais tarde destrói Mine, personagem conhecido no rito iniciático como o corpo denso ou a matéria ilusória. O tema em sua profundidade adverte que o poder do espírito só pode ser conseguido depois de ele dominar a carne, ou seja, o instinto animal. Em Crepúsculo dos Deuses, Wagner trata de um assunto profundamente análogo ao Apocalipse, de João Evangelista, lembrando a expectativa da seleção da Humanidade na hora cruciante do Fim dos Tempos. Tannhäuser conta a história da alma imperfeita encarnada pelo herói principal da obra, enquanto Elisabeth, a heroína da peça, simboliza a alma pura proibida de ligar-se ao amor impuro humano e maculado pelos estigmas das paixões do mundo material. Mas é o Lohengrin, uma das mais belas composições wagnerianas, a obra musical de maior expressão iniciática, cujo resumo, já no prelúdio do 1º ato, revela a mensagem de ascensão espiritual do ser a outros mundos superiores.

Lohengrin, o magnífico cavaleiro, surge deslizando à superfície do lago tranqüilo, conduzido por majestoso cisne branco, decidido a salvar Elsa, vítima de Telramund, o símbolo do Mal. Aliás, o cisne branco e imaculado representa um dos símbolos mais eletivos da iniciação espiritual, ave que dominou os diversos elementos da vida física, pois ela nada majestosamente sobre a água ou submerge o seu longo pescoço para explorar o leito do rio; vive também à superfície sólida ou voa seguramente. Ela domina a terra, a água e o ar, simbolizando o próprio espírito depois que se despoja das ilusões da matéria para viver somente no reino da Glória! O tradicional canto do cisne ainda simbolizava antiga iniciação, o juramento do discípulo despedindo-se, em definitivo, dos tesouros, das gloríolas, dos poderes e das paixões físicas. Significava, enfim, a morte simbólica do homem animal e o renascimento jubiloso do homem espiritual.

Manifestações da Mediunidade no Brasil

Aliás, o Brasil também é rico de lendas e histórias sobrenaturais, cuja origem se deve propriamente à faculdade mediúnica bastante desenvolvida dos brasileiros que, em geral, são prodigamente intuitivos desde o berço. Muito antes da codificação espírita, os silvícolas das plagas americanas já praticavam diversos ritos, que os dispunham ao intercâmbio mediúnico com o mundo invisível, pondo-os, assim, em contado com os companheiros de tribo, já desencarnados. Eles também exerciam a mediunidade curativa, quer prescrevendo ervas selecionadas, como esconjurando os maus espíritos pelo processo mágico dos exorcismos coletivos. Previam as variações do tempo, a época favorável para a melhor plantação e colheita; auscultavam os sinais do mundo oculto e pressentiam os lugares epidêmicos ou impróprios para sua existência. Os pajés mais tarimbados prenunciavam a morte dos caciques, o nascimento dos bons guerreiros ou a marcha belicosa das tribos adversas, advertindo, com êxito, sobre o resultado das porfias sangrentas.

As lendas brasileiras são férteis de fenômenos mediúnicos. No cenário das matas enluaradas surge o “boitatá” lançando fogo pelas narinas; nas encruzilhadas escuras aparece o fantasmagórico “saci-pererê”, saltitando numa perna só e despedindo fulgores dos olhos esbraseados; na pradaria sem fim, corre loucamente a mula-sem-cabeça, ou na penumbra das madrugadas nevoentas, os mais crédulos dizem ouvir os gemidos tristes do negrinho do pastoreio.

Embora sejam histórias modeladas pela lenda e fantasia, no âmago dessas narrativas folclóricas domina o fenômeno mediúnico inconfundível a comprovar a vida imortal.

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