Ansiedade

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Um dos males mais graves que assolam atualmente a humanidade é, sem dúvida, a ansiedade. Ela é um das maiores responsáveis por vários distúrbios da emoção e do comportamento das criaturas, com desdobramentos que alcançam não apenas a mente, porém igualmente atinge o corpo físico, requisitando medidas de profissionais competentes e especializados na recuperação da saúde tanto física quanto mental, objetivando devolver o indivíduo ao padrão de normalidade de conduta aceita socialmente.

O indivíduo ansioso, em decorrência de seu comportamento desarmonizado, não consegue estabelecer um cronograma de atividades a realizar, onde às prioridades sucedem-se naturalmente as atividades de menor de menor importância, para que a energia e o esforço na consecução de todas elas, estejam distribuídos de maneira equitativa e logrem atingir os resultados esperados.

Sem o necessário domínio de seus impulsos, o ansioso deixa-se envolver pela expectativa do que esta por acontecer e passa a viver, antecipadamente, as emoções do momento que ainda não aconteceu, “queimando” as etapas naturais do planejamento feito, permitindo, assim que a ansiedade se apodere de sua vontade, enfraquecendo-lhe as resistências, ditando-lhe os padrões de conduta e comportamento que ele agora passa a adotar como se fossem normais, transformando-o em marionete das circunstâncias.

Enxergar a ansiedade como uma expressão doentia de conteúdo emocional, toma-se difícil, porquanto, muitos indivíduos ansiosos camuflam a própria ansiedade, taxando-se de prudentes ou previdentes, esquecidos que a prudência resulta de uma análise dos prós e contras diante de uma situação nova. ainda não vivenciada pela criatura.

Jesus, o amoroso terapeuta, recomenda a reflexão como a medicação necessária para os portadores de ansiedade, conforme assinala Lucas no seu Evangelho (12:26): “Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?”.

Portanto, para libertar-se do jugo da ansiedade, o indivíduo deve fazer uma acurada análise de suas potencialidades, através do estudo do seu talento, das suas habilidades, de sua capacidade criativa, dos seus sonhos e ideais, estabelecendo criteriosamente um planejamento de suas necessidades, iniciando pelas “coisas mínimas”, possíveis de ser concretizadas com segurança, para obtenção de resultados imediatos favoráveis e,
posteriormente, relacionar as prioridades que se deseja alcançar, sem atropelo nem ansiedade, planejando as metas objetivadas, os recursos com que se pode contar, as
estratégias que serão usadas e qual o momento mais adequado para colocar em funcionamento o planejamento, elaborado, onde cada etapa será verificada, aferindo-se
resultados e corrigindo-se os possíveis desvios de rota.

Agindo assim, em perfeita sintonia com a recomendação de Jesus, estaremos realizando em nós, uma profunda terapia de autoconhecimento, iniciando pelo aprendizado das coisas mínimas, aparentemente insignificantes, que alicerça nosso autocontrole através da paciência em saber esperar o momento propício, em acompanhar sem ansiedade os acontecimentos para melhor aferir os resultados e preparar-se, desta forma, para as grandes realizações que certamente exigirão maiores esforços, mais serenidade e harmonia interior, a fim de equacionar os imprevistos, sem ansiedade e com melhores benefícios para todos.

“Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? ”
Jesus – Lucas, 12:26

Do livro – Autoterapia do Evangelhodo
De José Maria de Medeiros Souza
Pelo Espírito Albino da Santa Cruz

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