Roteiro para o Culto do Evangelho no Lar

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O QUE É O CULTO DO EVANGELHO NO LAR

Trata-se do estudo do Evangelho de Jesus em reunião familiar. O culto do Evangelho no Lar, realizado no ambiente doméstico, é preciso empreendimentos que traz diversos benefícios às pessoas que o praticam.

Permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus e a prática destes, nos ambientes em que vivemos. Ampliando-se o conhecimento sobre o Evangelho, pode-se oferecê-lo com mais segurança a outras criaturas, colaborando-se para a implantação do Reino de Deus na Terra.

As pessoas, unidas por laços consangüíneos, compreenderão a necessidade de vivência harmoniosa e, dentro de suas possibilidades, buscarão, pouco a pouco, superar possíveis barreiras, desentendimentos e desajustes, que possam existir entre pais e filhos, cônjuges e irmãos.

Através do estudo da reencarnação, compreenderão que aqueles com quem dividem o teto, são espíritos irmãos cujas tarefas individuais, muitas vezes, dependerão da convivência sadia no ambiente em que vieram a renascer.

Aqueles que, desde cedo, têm suas vidas orientadas pela conduta Cristã, evitam, com mais facilidade, que os embriões dos defeitos que estão latentes em seus espíritos aparecem, sanado, desta forma, o mal antes que cresça.

Se, porventura, tendências negativas aflorarem, apesar da orientação desde a infância, encontrarão seguros elementos morais para superá-las, porque os ensinamentos de Jesus tornam-se fortes alicerces para a sua superação.

Com o estudo de Evangelho de Jesus aprende-se a compreender e a conviver na família humana.

Assim, consciente de que são espíritos devedores perante as Leis Universais, procuram conduzir-se dentro de atitudes exemplares, amando e perdoando, suportando e compreendendo os revezes da vida.

Quando o Culto do Evangelho no Lar é praticado fielmente à data e ao horário semanal estabelecidos, atrai-se para o convivio doméstico Espíritos Superiores, que orientam e amparam, estimulam e protegem a todos.

A presença de Espíritos iluminados no Lar afasta aqueles de índole inferior, que desejam a desunião e a discórdia. O ambiente torna-se posto avançado da luz, onde almas dedicadas ao Bem estarão sempre presentes, quer encarnadas, quer desencarnadas.

As pessoas habituadas à oração, ao estudo e à vivência cristã, tornam-se mais sensíveis e passíveis às inspirações dos Espíritos Mentores.

PROCEDIMENTOS

Escolha um dia da semana e hora em que seja possível a presença de todos os familiares ou da maior parte deles, observando-se com rigor a sua constância e pontualidade, para facilitar a assistência espiritual.

A direção doCulto do Evangelho no Lar caberá a um dos cônjuges ou a pessoa que disponha de maior conhecimentos doutrinários. Cabe lembrar, no entanto, que por se tratar de um estudo em grupo não é necessária a presença de pessoas com cultura doutrinária. Na pureza dos ideais e na sinceridade das intenções, todos aprenderão juntos, auxiliando-se mutuamente.

É importante que os temas sejam discutidos com a participação de todos, na medida do possível, sem imposição, para evitar-se constrangimentos.

Deve-se buscar um ambiente amistoso, de respeito, pois viver e falar com Jesus é uma felicidade que não se deve desprezar.

Antes do início da reunião, prepara-se o local, colocando-se em cima da mesa água pura, em uma garrafa, para ser beneficiada pelos Benfeitores Espirituais, em nome de Jesus.

ROTEIRO PARA O CULTO DO EVANGELHO NO LAR

1- Leitura de uma mensagem.

A leitura inicial de uma mensagem poderá, após, ser comentada ou não. Ela tem por objetivo propiciar um equilibrio emocional, procurando harmoniza-lo com os ideais nobres da vida, a fim de facilitar melhor aproveitamento das lições.

Podemos lembrar obras como “Pão Nosso”, “Fonte Viva”, “Vinha de Luz”, “Caminho Verdade e Vida”, Palavras da Vida Eterna”, Ementário Espírita”, “Glossário Espírita Cristão”.

2- Prece inicial.

Após a leitura da mensagem, inicia-se o Culto do Evangelho no Lar, com uma prece. A oração deve ser proferida por um dos participantes, em tom de voz audível em todos os presentas e de forma simples e espontânea, e não devendo ser, por tanto decorada. Os demais, acompanham-no, seguindo a rogativa, frase por frase, repetindo, mentalmente, em silêncio, cada expressão a fim de imprimir o máximo ritimo e harmonia ao verbo ao som e a idéia numa só vibração.

Na prece pode pedir-se o amparo de Deus para o lar onde o Evangelho esta sendo estudado, para os presentes, seus parentes e amigos; para os enfermos, do corpo e da alma; para a paz na terra; para os trabalhadores do bem e etc.

A prece, além de ligar o ser humano à espiritualidade, traduz respeito pelo momento de estudo a realizar-se.

3- Estudo do Evangelho de Jesus

O estudo do Evangelho do cristo, à luz da Doutrina Espirita – “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec – poderá ser estudado de duas formas:

a) – estudo em seqüência – o estudo metódico, em pequenas partes, permite o conhecimento gradual e ordenado dos ensinamentos que o livro encerra. Após o seu término, volta-se, novamente, ao capítulo inicial;

b) – estudo ao acasso – consite na abertura, ao acaso, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, o que ensejará, tambem, lições oportunas, em qualquer ocasião.

Os comentários devem envolver o trecho lido, buscando-se alcançar a essencia dos ensinamentos de Jesus, realçando-se a necessidade de sua aplicação na vida diária.

Pode reservar-se, posteriormente, um momento de palavra livre, onde os participantes da reunião exponhão situações da vida pratica, para o melhor entendimento e fixação das lições.

4- Prece de agradecimento.

Um dos presentes fará uma prece, agradecendo as bênçãos recebidas no Culto do Evangelho no Lar, pela paz, pelas lições recebidas etc.

OBSERVAÇÕES

A duração do Culto do Evangelho no Lar não deve passar de 1 hora para não tornar-se cansativo (para as crianças).

No Culto do Evangelho no Lar deve ser evitada manifestações mediúnicas. A sua finalidade básica é o estudo do Evangelho de Jesus, para o parendizado Cristão, a fim de que seus participantes melhor se conduzam na jornada terrena. Os casos de mediunidade indisciplinada devem ser encaminhados a uma sociedade espírita idônea.

Deve-se evitar comparações ou comentários que desmereçam pessoas ou religiões. No Evangelho busca-se a aquisição de valores maiores, tais como a benevolência e a caridade, a compreensão e a humildade, não cabendo, dessa forma qualquer conversação menos edificante.

A realização do Culto do Evangelho no Lar não deve ser suspensa em virtude de visitas inesperadas. Deverá ser esclarecida o assunto com delicadeza e franqueza, convidando-se o visitante a participar do Culto caso lhe aprouver.

O Culto do Evangelho no Lar não deve ser prejudicado, também, em virtude de solicitações sem urgência, recados inoportunos, passeios, festividades de qualquer ordem. Soluções razoáveis, de imediato, ou iniciativas, após a reunião, deve ser o caminho para superar os pretensos impedimentos.

Somente no caso de situações incontornáveis, em que todos não possam estar presente, é que se justifica a não realização do Culto do Evangelho no Lar, mas onde quer que nós estivermos façamos uma prece em favor do nosso lar, e em favor daqueles irmãos desencarnados que la se encontram.

Evite-se ligar rádio ou televisão no dia do Culto, alguns minutos antes e alguns minutos depois de sua realização, bem como a leitura de jornais ou obras sem caráter edificante, para que se mantenha um ambiente vibratório de paz e tranquilidade dentro do Lar, bem como saídas à rua, senão para inevitáveis e inadiáveis compromissos.

PRESENÇA DE CRIANÇA NO CULTO

As crianças devem, também, participar do Culto do Evangelho no Lar.

Nesses casos, os adultos descerão os comentários ao nível de entendimento delas.

Recomenda-se a leitura, como subsídio, dos capítulos 35 e 36 da obra “Os Mensageiros”, do Espírito André Luiz, e “Evangelho em Casa”, do Espírito Meimei, psicografadas por Fransisco Cándido Xavier.

CULTO INDIVIDUAL DO EVANGELHO

Nem sempre encontrarás a colaboração precisa ao Culto do Evangelho no templo familiar.

Por vezes, será necessário esperar o amadurecimento dos companheiros, que se mostrem semelhantes à folhagem viçosa nas robustas frondes da vida, incapaz de perceber a glória da frutificação no fruto.

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