Resignação e vida conjugal

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O quanto devemos ser resignados?

Qual o limite entre dizer sim e não?

Quando lutar e dizer amém?

Os nossos bons amigos do plano espiritual, mentores aclamados pela comunidade espírita, sempre que perguntados a respeito dos limites entre o fazer e o “ensinar a pescar”, nos confortam com exemplos quase sempre tendo como base a reencarnação.

A primeira que sempre vem em minha mente é a história da esposa sempre resignada aos caprichos do esposo, ao seu autoritarismo desmedido.


Ela, ao contrário, muito bondosa, cuidadora do lar, dos filhos e baixando sempre a

cabeça para o marido que aproveitando de sua paciência e bondade, impunha ainda mais o seu “poder” sobre ela.

Certo dia, a bondosa esposa desencarna e chegando no mundo espiritual ela se auto descreve como uma boa esposa, boa mãe, boa avó, sempre fez tudo para as pessoas, cuidou muito bem do seu marido, fazia todas as suas vontades mesmo nos momentos de ira dele. Fora uma esposa devota e resignada ao esposo.

Disse: “Cumpri minha missão”

Foi então que para sua surpresa, seu mentor lhe respondeu: Você fez tudo errado.

Encarnou para desempenhar uma missão e não a cumpriu.

“como assim? Mas fui boa esposa e fiel!”

Pois é! Fora justamente o contrário daquilo que estava acordado.

Nessa encarnação prometera modificar o gênio autoritário do esposa e não para dizer amém às injustiças por ele cometidas.

Terá que voltar o quanto antes para o resgate.

Na Terra, sua filha se casa e então ela retorna ao mundo dos encarnados agora como neta de seu esposo.

Viveu por sete anos e ao amolecer o coração de pedra daquele homem rústico e sisudo, viu cumprido seu resgate e por isso a volta prematura ao mundo espiritual.


Que conclusão podemos tirar dessa história?

Devemos brigar ou nos resignar?

Na minha humilde opinião, deve haver o equilíbrio.
Como em raras ocasiões nos recordamos de nossas vidas pregressas, há de se ter o bom senso ao conduzir as situações de forma que nem tanto se tenha que dizer amém e nem tanto se tenha que brigar.

O diálogo sadio e o coração aberto, é sempre a melhor forma de se encontrar um denomidor comum, a fim de que ambos os espíritos possam alegrar-se ao verem cumpridas as suas missões.

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