O Poder da Oração como fator de Cura

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Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover de seus propósitos maléficos o obsessor.
(A Gênese, Allan Kardec, cap. XIV, item 46).

Médicos norte-americanos têm se dedicado a pesquisar o valor da fé e o papel exercido pela oração no auxílio da cura dos pacientes.

A ação terapêutica da oração na cura do enfermo -respeitada a formação religiosa do individuo-, passou a ser observada de forma sistemática pelos médicos ao constatarem que os pacientes que se valiam de preces diárias, da fé, de visualizações mentais positivas e da certeza da melhora, se recuperavam mais rapidamente dos que não adotavam as preces diárias, não tinham fé e o otimismo como apoios.

Na antiguidade, havia uma estreita relação entre a medicina e a religião. Tempos depois, houve uma ruptura desses dois segmentos, pois a medicina estruturou-se em conceitos puramente organicistas, materialistas, recusando-se a levar em conta a realidade espiritual do ser humano.

Não obstante, contra fatos não há argumentos. Na minha prática clínica em meu consultório, na T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim pelos espíritos superiores do Astral-, é comum o paciente se curar da enfermidade de sua alma (obsessão espiritual) após fazer a oração do perdão para o desafeto de seu passado (obsessor).

Em verdade, obsessor e obsidiado precisam render-se à terapêutica do perdão, única alternativa de cura definitiva para ambos. É importante esclarecer ao leitor que a medicina cuida do corpo e a T.R.E. trata da alma, do espírito. Desta forma, como terapeuta da alma, prescrevo sempre ao paciente obsidiado a oração do perdão para se reconciliar com o seu desafeto.

Entretanto, muitos se julgam incapazes de orar ou acham que suas preces não terão a eficácia necessária para se libertarem de seus obsessores espirituais. Ressalto sempre aos meus pacientes não desqualificarem, subestimarem a força da prece como instrumento de cura, pois o obsidiado só se libertará de seu desafeto se dispuser-se a promover sua autodesobsessão. Neste aspecto, esclareço ao paciente o quanto a sua participação é fundamental para o êxito do tratamento.


Por conta disso, quando na sessão de regressão o obsessor do paciente se manifesta, acusando-o do prejuízo que lhe causou numa vida passada, prescrevo sempre a oração do perdão, explicando sobre a necessidade de orar regularmente em seu cotidiano, assumindo a parte que lhe compete no tratamento, pois ele é o agente de sua própria cura.

Para melhor compreensão desse artigo, veja o caso de uma paciente que estava sendo assediada por vários obsessores espirituais -sem saber-, que estavam criando vários problemas em sua vida.

Caso Clínico: Assédio Espiritual.
Mulher de 50 anos, casada, 2 filhas.

A paciente veio ao meu consultório com vários problemas de saúde: dores de cabeça constantes, mioma uterino (tumor), oscilação constante em sua pressão arterial. Sentia também muito frio, dores no corpo, na nuca, nas costas, peso na cabeça, febres e mau-humor. Fez todos os exames médicos necessários e não acusou nada. Tinha problemas de insônia (demorava a dormir e acordava muito de madrugada), pois o movimento financeiro de seu comércio estava muito fraco, e pensava em encerrar as atividades.
Era reservada, tímida, insegura, tinha medo de tomar decisões e errar. Queria entender também por que se dava bem com a filha caçula, mas com a mais velha não tinha afinidade, brigavam constantemente, viviam estressadas e nervosas.

– Ao regredir me relatou:
Vieram em flash, muito rápido, duas sombras, uma pequena, de criança, e a outra, grande, de uma mulher. Acho que são mãe e filha (nas sessões de regressão é comum o paciente trazer recordações de uma vida passada ou de seres espirituais, como é o caso da paciente, em forma de flashes, lampejos, cenas fugazes).

As duas sombras (seres das trevas) estavam uma ao lado da outra (pausa).
Vejo agora vários vultos escuros, enfileirados aqui no consultório (paciente me relata deitada no divã).

Todos estão enfileirados ao redor do divã. Estou com medo, acuada (paciente fala chorando).

Sinto tristeza e sinto-me sufocada, as minhas mãos e o meu corpo (a parte superior) estão formigando muito (paciente estava sendo assediada pelos espíritos obsessores das trevas).

É uma total escuridão (o umbral, reino das trevas é muito escuro e frio).
Sinto (paciente intui) que eles não querem que eu enxergue nada nessa sessão de regressão e que assim me cure, estão sabotando esse tratamento. Querem vir imagens, mas tem uma névoa cinza, que me impede de ver algo (pausa). Agora não vem mais nada.

– Ao final dessa sessão, prescrevi a oração do perdão para que ela se reconciliasse com esses seres das trevas, enviando-lhes luz e vibrações positivas.

– Na sessão seguinte, a 4ª sessão de regressão, a paciente me relatou:
Vejo uma luz no alto de minha cabeça, bem clara, sinto que é uma presença espiritual feminina.

– Veja quem é esse ser espiritual – peço à paciente.
É a minha mentora espiritual (ser desencarnado, diretamente responsável pela nossa evolução espiritual).
Ela irradia uma luz branca, é muito linda, jovem, cabelos claros, usa um vestido esvoaçante, leve.

– Pergunte em pensamento se ela tem algo a lhe dizer – peço à paciente.
Ela diz: ‘Você precisa confiar mais em si’.
Nossa! A luz de minha mentora espiritual é tão forte que não consigo abrir os olhos.

– Pergunte se ela tem algo a dizer desses seres das trevas – peço à paciente.
Ela me diz que ainda tem uma presença espiritual das trevas, que preciso continuar orando. Acho que esse ser é aquela sombra, a mãe, que vi em flash, ao lado daquela sombra menor, a menina.

Minha mentora explica que os outros seres foram resgatados da escuridão e só restou essa mulher.

– Pergunte à sua mentora o que está provocando sua insegurança, o medo de errar? – Peço à paciente.
Sinto um peso no meu corpo, não consigo me comunicar com ela…

– Veja o que está provocando esse peso no corpo – peço à paciente.
“Voltou àquela luz intensa e o meu corpo também está voltando ao normal. A minha mentora diz que é aquela mulher que está provocando esse peso, que resiste, pois a prejudiquei e também àqueles seres que foram resgatados”.

– De que forma você os prejudicou na vida passada? – Perguntei-lhe.
“Veio a palavra ‘matei’ em minha mente (paciente intui o que a sua mentora diz). Ela fala que me encaminhou ao seu consultório para poder libertá-los”.

– Pergunte à sua mentora o que está provocando seus sintomas físicos – dores de cabeça, na nunca, costas, peso na cabeça, febres?
“Diz que são aqueles seres que queriam que eu pagasse pelo que fiz a eles. Estavam me assediando, me agredindo através desses sintomas físicos.
Ela revela também que a minha filha mais velha foi uma das pessoas que prejudiquei também na vida passada. Isso explica porque não há afinidade entre nós. Revela ainda que a minha filha é aquela sombra menor, a menina, que vi ao lado de sua mãe, essa obsessora que ainda precisa ser resgatada das trevas”.

– Pergunte à sua mentora o que é necessário para que você se dê bem com sua filha mais velha?

“Ela fala que preciso aceitá-la como filha, e que essa obsessora (a sombra) resiste em se libertar porque ainda está ligada à minha filha, que foi sua filha na vida passada.

Fala ainda que, quando conseguir ajudá-la a encaminhá-la à luz, minha relação com a minha filha mais velha vai melhorar.

Esclarece que a oscilação de minha pressão arterial, assim como o mioma uterino, foram criados por esses seres das sombras para me debilitar.
Diz também que sou insegura, tenho medo de errar, de tomar decisões por ter feito coisas ruins, ter errado numa vida passada e, com isso, na vida atual venho com esse medo de errar novamente (pausa).

Sinto um calor grande no meu baixo ventre, parece que tem um ser espiritual, de luz. Não é a minha mentora, é um homem todo de branco, ele é um médico do astral; ele passa a mão no meu ventre, irradiando luz, tratando do meu mioma. Minha mentora diz que a minha missão nesta jornada era libertar esses seres espirituais que prejudiquei.
Ela está agradecendo e irradiando luz ao senhor (nessa terapia, a TRE, o meu papel como terapeuta é procurar abrir o canal de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual para que ele possa orientar o paciente acerca de seus problemas e a sua resolução).

Pede novamente que eu continue fazendo a oração do perdão para aquela mulher e diz que podemos encerrar o nosso trabalho. Fala que não há mais necessidade de continuar com essa terapia. Na T.R.E. é sempre o mentor espiritual do paciente que avalia se devemos ou não continuar com o tratamento. O mentor espiritual, por ser responsável pela evolução espiritual do paciente -vem acompanhando-o em várias encarnações-, conhece-o profundamente e, por isso, sabe o que precisa mostrar a respeito de seu passado e de seus problemas.

Portanto, é a pessoa mais autorizada, mais gabaritada para descortinar o “véu do esquecimento” do paciente.

Ao final desta sessão, a paciente me disse que desde que começou o tratamento, aumentou bastante a clientela de seu comércio; estava se sentindo bem, mais disposta, alegre. Sua insegurança, o medo de errar, de tomar decisões havia diminuído bastante, não estava mais sentindo dores musculares e de cabeça, bem como as oscilações da pressão arterial (sua pressão arterial estava normal).

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