Mediunidade sem trabalho

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Falaremos sobre a mediunidade. Como o trabalho da mediunidade pode exercer tamanha diferença na vida dos médiuns. Trazemos a história de Felismino. Como trabalhou sua vida na caridade, o que herdou e por aí afora.

Vejamos então como Felismino lidou com a mediunidade

Felismino foi um sujeito de sorte. Nasce em um berço de ouro. Seu pai tinha uma bela fazenda, muito gado, muita agricultura, um comércio na cidade; de modo que ele não fazia absolutamente nada. Acontece que nossa mente não pode ficar ociosa, pois pensamentos ruins chegam até nós e os desocupados espirituais também chegam. De modo que o nosso Felismino começou a aprontar. Arrumou um belo carrão e vivia correndo pra cima e pra baixo, cheio de mulheres da vida, jovens desocupados, bebedeira, droga e sexo.

Nesta corrida desenfreada um dia seu carro capotou e ele chegou do outro lado em petição de miséria. Sofreu muito percorrendo os umbrais e seus amigos que o atormentavam até que um dia resolveu mudar de atitude. Pediu para renascer e que renascesse de uma maneira que ele pudesse pagar os seus débitos. Seu caso foi estudado pela espiritualidade e então foi decidido que ele deveria renasce como médium pobre e com muito trabalho a ser realizado em favor do próximo, principalmente a quem ele havia prejudicado na vida anterior.

O nosso belo mancebo renasceu num berço paupérrimo. O que se fazia mal dava para o alimento e a roupa. Tanto o pai como a mãe trabalhava. Alguns irmãos vieram juntos e ambos trabalhavam para o sustento da casa. Felismino agora recebeu o nome de Alberto. Nasceu com uma boa mediunidade e passou a exercer o seu novo trabalho.

Num centro espírita, o médium era bem recebido, pois bastava sentar à mesa para entrar em contato com a espiritualidade. Começou então a trabalhar na mesa. Muitos espíritos foram chegando. A casa espírita lotou. Felismino vivia feliz, todo rodeado de pessoas.

Muita gente o procurava para que ele fizesse pequenos servicinhos extras. A princípio ele não queria, mas depois, com algumas ofertas, ele foi cedendo. Acabou sendo afastado do centro, mas como ele tinha uma boa mediunidade, resolveu dar continuidade ao seu trabalho em sua própria casa. Passou a executar todo tipo de trabalho estranho: separação de casais, junção de casais, atrapalhar a vida dos outros. Em compensação recebia gordas gorjetas. Reformou sua casa, comprou carrões, sítios e a vida ia de vento em popa.

A escrevidão no submundo

Alberto veio a falecer. Seus filhos e esposa acabaram com o que ele tinha e foram à miséria. Alberto se viu num lugar muito escuro, com milhares de bichos, cada um mais feio que outro. Cobras, jacarés, urubus, morcegos era o que tinha, além dos que não temos idéias ainda aqui na Terra.

Foi escravizado pelos maus espíritos deste lugar. Alberto sofria de todas as maneiras. Pedia socorro, mas só encontrava aqueles elementos.

– Levante-se, vagabundo. Vamos trabalhar. Terá que ir acabar com o Dr. Fulano de Tal.

– Não posso fazer isto.

– Pode sim, camarada. Fizemos isto a vida inteira para você. Você tem uma dívida enorme para conosco e vai pagar tudo, tudo. Não vamos dar-lhe sossego enquanto não recebermos tudo o que nós investimos em você.

Muitos e muitos anos Alberto vagou pelos umbrais até que foi socorrido por alguns espíritos bondosos que o conheceram.

Mediunidade é trabalho em Cristo

Assim nós vemos muitos médiuns que fogem do trabalho. Mediunidade é trabalho em Cristo. Há uma infinidade de trabalho para se executar. Numa casa espírita há trabalhos de todas as maneiras: recepção do público, prece inicial, prece final, passe, limpeza da instituição, documentação, evangelização, divulgação da casa, atendimento fraterno, sopão, ajuda às comunidades, educação, cursos e assim sucessivamente. Só não trabalha numa casa espírita o médium que não quiser. Os espíritas pregam muito a caridade, mas muitos deles não pregam a caridade nem mesmo em sua própria instituição.

Em contrapartida existem aqueles médiuns caridosos por natureza. Procuram ajudar de todas as formas possíveis. Conversa com um e com outro, orienta um e outro, prepara cursos, ministra aulas, trabalha na evangelização, ministra ensinamentos diversos. Estes cumprem o que o Senhor lhes pediu. Graças a estes temos um bom trabalho em quase todas as casas espíritas.

 

LIVROS RECOMENDADOS SOBRE: MEDIUNIDADE

Livro – Mediunidade: Um Mergulho no Mundo Oculto dos Terreiros

Livro – A Mediunidade sem Lágrimas

Livro – Mediunidade de Incorporação: Delírio, Manipulação ou Realidade?

 

 

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