A libertação da alma

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A anunciada encarnação, é muito mais esperada que a maioria dos desencarnes, e por isso mesmo, somos pegos de surpresa, quando ocorre o desencarne de um ente querido que desencarna de súbito.

A saudade nos traz lembranças, culpa, arrependimentos, um misto de solidão e tristeza.

Lembremos que os orientais celebram a morte terrena como a libertação da alma. Então preparam ceia, onde todos os familiares e amigos, se manifestam em felicidade pelo espírito que agora está liberto das amarras da carne.

A libertação da alma

É preciso que nos preparemos não para as perdas mas pelas ausências. 

Perda é tudo aquilo que não conseguimos concretizar, que deixamos passar, por vontade própria ou algum acontecimento na vida que nos desviou do caminho que anseávamos seguir. 

Ausência segundo o dicionário pode ser carência, falta, insuficiência, e privação, daquele a quem tanto amamos.

Então somos corrompidos pelo egoísmo que nos cega de tal forma que só pensamos que fomos nós os privados. Coitadinho de mim! Não é?

Por que não criamos o hábito de orar pelo espírito que se libertara da carne enviando-lhe vibrações positivas e de luz, para que tenha sua força aumentada e que possa, nesta nova empreitada ter forças para continuar suas atividades e sua evolução como espírito?

Sim, somos espírito e nosso caminhar não cessa até que atinjamos a perfeição.

Ora, mas se ainda somos egoístas, somos imperfeitos. Se pensamos primeiro em nossos sentimentos, somos imperfeitos. Se culpamos o ente querido que desencarnou pela ausência que nos causou, somos imperfeitos!

Entretanto, é ilusório pensar que por sermos espíritas, estudiosos da doutrina, “sabedores e conhecedores” da lei do carma, não cairemos nessa armadilha da natureza.

Ledo engano! Como disse, é natural! É processo que nós seres viventes do Planeta Terra, combinamos de sofrer a fim de expiarmos erros do passado.

Meu singelo conselho, é o mesmo que guardo na minh’alma. É filosofia que pratico desde a juventude (sem saber que poderia estar fazendo um bem para meu espírito).

Ficar atento às necessidades dos familiares (filhos, pai, mãe, avós), amigos, vizinhos. Viver plenamente todos os momentos, sejam eles de felicidade ou de tristeza. Dar ao corpo e ao espírito o alimento necessário para crescimento, amadurecimento no momento da necessidade.

Chorar na dor e Sorrir na alegria. 

O equilíbrio emocional é fundamental para o progresso da mente, do corpo e do espírito.

Daniele Machado

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