Liberdade e Livre-Arbítrio

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Mesmo que a divindade conheça todos os nosso passos, nós não os conhecemos. Por isso é tão importante, para nós, a compreensão do livre-arbítrio.


A liberdade pode ser conceituada como o estado em que a pessoa vive e exerce a sua vontade sem restrições ou coações externas, seja de ordem física, seja de ordem moral. Todo homem nasce livre e vai, aos pouquinhos, se apegando a falsos e ultrapassados valores que vão aprisionando-o a suas próprias crenças.


Para ter liberdade, é preciso ter também responsabilidade. O homem tem o seu livre-arbítrio. Por mais que não caia uma folha da árvore sem que seja da vontade de Deus, ainda assim, o livre-arbítrio acontece. Deus pode conhecer todas as nossas escolhas, mas nós, não. Para nós, é importante vivermos o livre-arbítrio, ainda que ele seja uma ilusão da divindade para impulsionar o nosso crescimento.


Somos seres humanos em evolução, dotados de faculdades intelectuais e morais que se desenvolvem à medida que vamos encarnando e reencarnando. Hoje, somos mais do que selvagens, que agiam mais por instinto do que por vontade. Temos capacidade de compreender e de discernir, o que nos dá a liberdade de escolha de nossos próprios caminhos.


Não temos o direito de escolher por ninguém. Por mais louváveis que sejam as nossas intenções, por mais que desejemos proteger o outro, é o outro que sabe o que é melhor para ele, não com a visão do aqui agora, mas com os olhos voltados para o futuro, para o crescimento da alma. E o que é melhor para a nossa alma, só nós é que estamos em condição de dizer.


Vamos aproveitar a liberdade que Deus nos deu de fazer as nossas próprias escolhas e vamos usar essa liberdade com sabedoria. A desculpa da ignorância não nos serve mais, porque conhecemos, ou estamos em condições de conhecer, os resultados que nossas ações podem causar.


Quando o livre-arbítrio é utilizado com respeito e ponderação, ele vai libertando a nossa alma, cada vez mais, dos grilhões da ignorância e vai fazendo diminuir, para nós, o nosso círculo de existências terrenas. Mas, ao contrário, quando ele é exercido de forma desmesurada, irresponsável e inconseqüente, vai acorrentando o nosso espírito às teias do comprometimento, fazendo com que nos tornemos prisioneiros da nossa própria teimosia e da ilusão passageira de vitória sobre a vida, a morte e Deus

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