Heróis anônimos

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Iniciava-se mais um dia em uma grande cidade. A agitação e o grande número de carros nas ruas refletia a época do ano: faltava uma semana para o Natal.

Nas ruas, misturavam-se os carros daqueles que se dirigiam ao trabalho e dos que iam às compras. Era difícil deslocar-se com rapidez.

Em um posto policial, localizado em uma praça da cidade, a rotina era tranquila até que um carro se aproximou em alta velocidade e estacionou. O motorista chamou o guarda quase com desespero.

No carro, uma mulher dava à luz uma criança. O policial solicitou uma ambulância pelo rádio e dirigiu-se ao veículo. Não era possível esperar: a criança estava nascendo.

Mesmo sem ter feito um parto sozinho anteriormente o policial não titubeou. O treinamento lhe veio à memória e o parto transcorreu sem problemas aparentes.

No entanto, em meio à emoção e à dor, a mãe percebeu que o bebê não se movimentava e parecia estar arroxeado, e pediu ao guarda que o ajudasse.

Um exame rápido e não foi difícil perceber que o cordão umbilical estava enrolado em torno do pescoço do recém-nato, e lhe provocava asfixia.

Novamente o treinamento lhe veio à mente e, com uma rápida manobra, retirou a circular do cordão. Observou, então, que o bebê respirou profundamente.

Em seguida, a ambulância chegou ao local, levando a mãe e o bebê para um hospital, onde chegaram ambos bem.

Não demorou para que jornalistas se dirigissem ao posto policial para entrevistar  aquele que se tornaria o herói do dia na cidade.

Jornais on line, Rádio e TV noticiaram o fato inusitado e o policial era o centro das atenções. Mesmo com a agitação da cidade, a notícia chamou a atenção de muitos.

No final da tarde, em uma padaria próxima ao posto de guarda, o policial não conseguia sequer lanchar. Era abordado por todos que queriam o seu relato. Emocionado, ele se dizia realizado por salvar a vida da criança.

Muitos se sensibilizaram com a notícia. Na verdade, não foi apenas a vida daquela pequena criança que foi salva, mas a felicidade de toda uma família que aguardava seu nascimento.

Como esse policial, muitas são as pessoas que realizam atos de verdadeira bravura salvando vidas, auxiliando pessoas em momento de extrema necessidade, vencendo limites para ajudar o próximo.

Sem dúvida, essas pessoas não agem sem proteção, pois muitas vezes realizam atos para os quais não estão aparentemente preparadas, e, por vezes, ultrapassam até mesmo suas resistências físicas.

Quando alguém quer sinceramente agir no bem entra em sintonia com o mundo espiritual e recebe sua ajuda, sob forma de intuição, de coragem, de uma força que surpreende até mesmo aquele que a recebe.

O verdadeiro herói age desinteressadamente. Não almeja a fama, não deseja recompensa que não seja a de ver o próximo feliz. Mas tais atos, quando noticiados, podem nos servir de exemplos.

Exemplos de abnegação, de dedicação, de doação ao próximo, de ausência de egoísmo.

Enfim: exemplos de amor que transformam, diariamente, um incontável número de pessoas em verdadeiros heróis anônimos.

 

Redação do Momento Espírita, com base em fato.

Em 30.04.2010.

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