Efeitos do passe

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Podemos dizer que o passe atua diretamente sobre o Perispírito, agindo de três formas diferentes:

Revitalizando, Compondo as energias perdidas – Dispersando fluídos negativos contraídos – auxiliando na cura das enfermidades, a partir do reequilibrio do Perispírito.

Como intermediário da vontade do alto, o passista entregará a Deus a condução do seu trabalho, com humildade, evitando curiosidade quando aos resultados. Não obstante usará sempre de discernimento com relação às pessoas que habitualmente solicitam passe, para não cooperar com o comodismo. O passe é recurso de procedência divina que deve ser valorizado tanto pelo passista como pelo paciente.


1 – NO PASSISTA:

– O passista é mero instrumento.

– Nada de vaidade, nada de ostentação.

– Nem mesmo é aconselhável deter-se no exame dos resultados ou a eles se referir.

– Os resultados do passe, alicerçado na oração e na sinceridade de propósitos, são sempre benéficos para ambos.

– REFLEXOS – Na execução de sua tarefa, o passista pode algumas vezes experimentar sensações relacionadas com o problema do paciente. Como está imbuido do desejo de ajudar o semelhante, é compreensível se sintonize com ele a ponto de experimentar reflexos de seus padecimentos. Não nos esqueçamos de que toda tarefa de assistência é sacrificial e pede abnegação. O passista tem facilidade para eliminar os reflexos, e poderá abreviar tal providência tendo a mente voltada para a prece e a perseverança no bem. Nos passes em pessoas sob a atuação de espíritos em desequilíbrio, o passista poderá registrar reflexos negativos desde a hora em que se propõe a ajudar, podendo perdurar ainda depois do passe. É compreensível que os espíritos envolvidos na trama obsessiva, conhecendo-lhe a predisposição de colaborar, pretendam arrefecer-lhe o ânimo, afastando-o do caminho do enfermo. Fé e perseverança no trabalho é a melhor medida para superação desses obstáculos.

NO PACIENTE:

– Muitas vezes, a ajuda do passe se traduz em melhor disposição mental, confiança, resignação.

– Sensações de calor, frio, formigamento, transpiração excessiva, tonteira etc., podem verificar-­se durante o passe. São estados passageiros e geralmente, terminado o passe, tudo volta ao normal.

– No caso de obsessão, o passe pode promover o afastamento temporário do obsessor, para que o encarnado receba auxílio mais eficiente. Lembremos, no entanto, que a solução definitiva do processo obsessivo reside no esclarecimento evangélico-doutrinário tanto do obsessor como do obsediado.

– Uma vez eliminada a causa da enfermidade, passa o magnetizador a carregar o enfermo de saudável magnetismo e a resguardá-lo contra recaída na enfermidade. Este processo tem multiplas vantagens na terapêutica mental das afeções nervosas, muitas das quais consistem no transtorno circulatório dos fluídos que passam pelos nervos, e que, se congestionam, tornam mais tardios, muito rápidos, escassos em quantidade ou de má qualidade.

– Os medicamentos têm mais eficácia no nervo físico, e muito pouca nos fluídos circulantes, enquanto que o magnetismo atua diretamente sobre os fluídos e penetra na raiz do mal.

– O passe de conformidade com o merecimento de cada um, fácilita ou proporciona a cura, minora o sofrimento e fortalece o enfermo para suportar suas provas.

– O magnetismo não se limita unicamente à ação terapêutica; tem um alcance muito maior. Éum poder que desata os laços constritores da alma e descerra as portas do mundo invisível; éuma força que em nós dormita e que utilizada, valorizada por uma preparação gradual, por uma vontade enérgica e persistente, nos desprende do pesadume carnal, nos emancipa das leis do tempo e do espaço, nos dá poder sobre a natureza e sobre as criaturas.

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