Como aplicar o passe

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“… Doando-se em silêncio, longe dos que aplaudem faculdades mediúnicas, coloque suas possibilidades a benefício dos sofredores, nas sessões especializadas e granjeará um crédito de bênçãos que lhe ensejará, também, liberdade e iluminação à semelhança dAquele que médium do Pai, se fez o doce Irmão de nós todos milênios afora…” (Manoel P. Miranda – Nos bastidores da Obsessão – Divaldo Franco).

Passe Individual (Simples)
Quando apenas um passista é necessário para o atendimento ao enfermo, é o mais comum.

Passe em Equipe
O passe em equipe será ministrado por dois ou até quatro passistas, quando evidenciada a sua necessidade ou por orientação espiritual. Quando sentida a gravidade da enfermidade ou obsessão, forma-se a equipe, para a assistência ao necessitado.

Tratamento Coletivo
Quando o número de passístas é insuficiente para atender a todos os freqüentadores individualmente, lança-se mão deste recurso como uma medida de emergência, bastando que na explanação se coloque em evidência esse tipo de auxílio, e de igual modo, todos se preparem para receber a ajuda espiritual que vem do alto. Dar pequena orientação a respeito do tipo de passe, enfatizando a presença da espiritualidade, atendendo individualmente. Prece mental por parte de todos, acompanhada de prece feita em voz alta pelo dirigente da tarefa, solicitando as forças espirituais para todos.

Em todo trabalho coletivo deve haver prudência por parte dos responsáveis, evitando-se o contato de portadores de moléstias contagiosas com os demais presentes.

Individual
Quando a aplicação é feita para cada atendido, observando-se as recomendações.

Quantidade de Passes

Passista:
Desde que haja necessidade, o passista poderá dar tantos passes quantos forem necessários, confiante no inesgotável manancial da infinita misericórdia de Deus. Como mero instrumento que através da prece, recebe para doar; o passista não precisa: “jamais temer a exaustão das forças magnéticas” (André Luiz – Conduta Espírita – capítulo 28).

Recomendamos

Quanto ao esgotamento, cabe ao passista, mesmo reconhecendo sua qualidade de simples intermediário, poupar suas reservas naturais se preparando adequadamente para a tarefa, pois assim, auxiliará na própria recuperação, ajudando, desse modo, o esforço da espiritualidade.


Paciente:
“As seções devem ser renovadas todos os dias até a cura completa do enfermo.” (Leon Denis);

Tem-se usado com eficiência, instruções dadas através de Onentações Mediúnicas psicografadas, que indicam a quantidade de passes. O atendimento, quando se trata de visitas a hospitais ou a residência do enfermo, tem acontecido regularmente uma vez por semana, devido à dificuldade de formação de equipes para atendimento diário.

Devemos recebê-lo somente durante o tempo em que nos encontramos necessitados, evitando o hábito de tomar passe, pelo simples motivo de haver facilidade.


Quantidade de pessoas
Maior ou menor número de pessoas a serem atendidas não deve influenciar na duração do passe.

Empenhar-se em cada um deles com o máximo de interesse e espírito de caridade, para que o

trabalho não resulte em mero automatismo.


Tempo de duração:
Não há tempo estipulado para o passe, nem quantidade de vezes se deve fazer os movimentos.

Cabe ao passista usar o bom senso e obedecer a inspiração do momento.

O passe demorado acumula mais fluídos o que pode tornar-se irritante, especialmente no organismo tenro de crianças.


Comportamento Ideal


Silêncio
O passe será sempre silencioso, ministrado com simplicidade e naturalidade.

Calma e Segurança
Buscar forças revigorantes na intimidade das almas superiores.

Confiança e desejo de ajudar
Condicionado à vontade de Deus

Serenidade
Para registrar a orientação através da intuição.

Mentalizar a recuperação
Dos órgãos enfermos se souber; quais são.

Desejo ardente de aliviar
Como o Cristo e os Apóstolos, como os Santos, os Profetas e os magos, todos nós podemos impor as mãos e curar, Os seguintes sinais acompanharão os que crerem: “Porão as mãos sobre os doentes e estes ficarão curados.” (Marcos 14:17-18).


Evitar


Gestos Bruscos
Nos libertando de movimento teatral;

Suspiros

Bocejos

Respiração Ofegante
Alguns passistas acentuam a respiração durante o passe, devem fazê­lo com um mínimo de ruídos

Falar com o Paciente

Esfregão de mãos
Exceto quando o passista for um guia espiritual, pois muitas vezes o guia utiliza desse artifício como ferramenta de expurgar as energias densas.

Estalar de Dedos
xceto quando o passista for um guia espiritual, pois muitas vezes o guia utiliza desse artifício como ferramenta de expurgar as energias densas.

Encostar as mãos no corpo do paciente, sob qualquer pretexto, especialmente se a pessoa for do sexo oposto
(As mãos devem passar a mais ou menos 20 centímetros do corpo do paciente).

Lembrar-se que receber, transmitir e fixar energias é função exclusiva da mente.


Prece


Indispensável iniciar e interromper a tarefa de passe com uma prece

A oração é prodigioso banho de forças tal a vigorosa corrente mental que atrai. Por ela expulsamos do próprio mundo interior os sombrios remanescentes da atividade comum, que trazemos do círculo diário de luta e sorvemos do plano espiritual substâncias renovadoras de que nos repletamos a fim de conseguir operar com eficiência, a favor do próximo. Coloca-nos na posição de simples elos de uma cadeia de socorro cuja orientação reside no alto.

Somos aqui, algo semelhante a tomada elétrica dando passagem a força que não nos pertence e que servirá na produção de energia e luz.

Água fluidificada

– A água fluida é largamente utilizada no meio Espírita e o passista deve encarar o seu uso como um complemento do passe.

– Preparar a água para ser fluidificada e distribuída após o passe.

– “A água é dos corpos mais simples e receptivos da terra”(Emmanuel)

– Pode ser fluidificada, transformando-se em portadora de energia e de recursos medicamentosos, tanto psíquicos como físicos. “Por intermédio da água fluidificada, precioso esforço medicamentoso pode ser levado a efeito. Há lesões e deficiências no veículo espiritual a se estamparem no corpo físico, que somente a intervenção magnética consegue aliviar até que os Interessados se disponham à cura própria”. (Aullus – Missionários da Luz – André Luiz).

– Não há necessidade de impor as mãos sobre a água. Basta, na prece, pedir a sua fluidificação.

– A água pode ser fluidificada no Centro, em Casa, em qualquer lugar, mediante a prece, pois é uma tarefa executada pelos Espíritos.

– Sendo um remédio espiritual, não devemos abusar da sua utilização nem fazê-lo automaticamente.

– A água fluidificada para uma pessoa, só deve ser usada por ela.


Reduzir a intensidade da luz ou mudar a cor da lâmpada

“A princípio, não há nenhuma necessidade essencial, da diminuição da luminosidade, para a aplicação dos recursos dos passes. Poderemos operá-los tanto à noite, quanto com o dia claro. A providência de diminuir-se a claridade tem por objetivo evitar a dispersão da atenção das pessoas, além de fácilitar a concentração, ao mesmo tempo em que temos que levar em conta que certos elementos constitutivos dos ectoplasmas, que costumam ser liberados pelos médiuns em quantidades as mais diversas, sofrem um processo de desagregação com a incidência da luz branca.” (Divaldo – Diretrizes de Segurança – 72).

É aconselhável reduzir a intensidade da luz durante o passe, para favorecer a manipulação pelos espíritos, de certos fluídos. No caso de mudança da cor da lâmpada, procurar saber quais as cores mais adequadas ao que se propõe na tarefa do passe.

É preferível, no entanto, a claridade plena, à obscuridade que também pode acarretar sérios inconvenientes de ordem moral.

Para evitar mal-entendidos, o passista procurará não ficar só com o necessitado, principalmente se for pessoa de sexo diferente.

Fazer rápida explanação sobre o passe

É conveniente que, antes de iniciar o serviço de passe, seja feita uma orientação falada ou escrita sobre o mesmo, pois sempre há pessoas que comparecem pela primeira vez, e o irmão orientado, ainda que superficialmente sobre o assunto, pode oferecer mais condições para melhor receber e fixar os benefícios.


Orientar as pessoas

Sobre o porque, quando e como receber o passe, para que por falta de esclarecimentos não procurem tomar passe com freqüência;

Que o medicamento constantemente usado deixa de fazer efeito, o mesmo se verificando com o passe, quando se transforma em hábito.

Para não desprezar a medicação terrena, reservando o passe para o momento mais indicado Em certos casos, o uso de ambos é a medida mais aconselhada.

Sempre que houver oportunidade oferecer ao paciente meios que possam ajudá-lo a encontrar o caminho para sua recuperação definitiva com Jesus.

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