Chakras

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A palavra CHAKRA é do Sânscrito (Antiga língua sagrada da Índia, a mais velha da família indo­européia) e significa roda. O uso em acepção figurada da palavra Chakra, de que trataremos, refere-se a uma série de vórtices (redemoinhos) semelhantes a rodas que se localizam no Duplo do homem.

Tal como exaustores ou ventiladores, que giram quando passa por eles o ar, ou giram por efeito de um motor, movimentando o ar, assim essas “rodas” giram ao dar passagem à matéria astral, de dentro para fora ou de fora para dentro.

São chamadas rodas porque têm a aparência de pequeno exaustor ou ventilador, com suas pés (denominadas “pétalas”), que giram incessantemente.

Os Chakras são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um a outro veículo do corpo humano. Podem ser vistos facilmente pelo clarividente no Duplo Etérico, em cuja superfície aparecem sob forma de depressões semelhantes a pratinhos. Todas estas rodas giram incessantemente, e pelo cubo ou boca aberta de cada uma delas flui continuamente: a energia do mundo superior, a manifestação da corrente vital dimanante do segundo aspecto do Logos solar, a que chamamos energia primária.

Os Chakras se dividem em três grupos: INFERIORES – MÉDIOS – SUPERIORES

INFERIORES – FUNDAMENTAL E ESPLÊNICO, têm como função transferir para o corpo duas forças, procedentes do plano físico: O fogo Serpentino da terra e a Vitalidade do sol.

MÉDIOS – UMBILICAL, CARDÍACO E LARÍNGEO, estão relacionados com a força que o ego recebe por meio da personalidade.

O Umbilical as transfere através da parte inferior do corpo astral; Cardíaco por meio da parte superior;

O Laríngeo pelo corpo mental.

SUPERIORES – FRONTAL E CORONÁRIO, independentes, dos demais, estão respectivamente relacionados com o corpo pituitário e a glândula pineal e somente se põem em ação quando o homem alcança certo grau de desenvolvimento espiritual.

Correspondendo aos locais dos plexos, no físico, o corpo astral possui “turbilhões” ou “motos vorticosos”, que servem de ligação e captação das vibrações e dos elementos fluídicos do plano astral – que nos envolve externamente, passando tudo à parte astral solidificada em nosso corpo -os nervos.

O conglomerado dos nervos no físico produz os plexos que ativam e sustentam esses vórtices com mais intensidade.

Um Chakra desenvolvido é uma porta aberta para o plano astral, permitindo contatos com espíritos desencarnados. No entanto, julgamos que o desenvolvimento forçado e artificial, provocado conscientemente por nós, é mais prejudicial que benéfico, já que nossa finalidade não é permanecer nem atuar no plano astral, tão imperfeito e falho como o nosso físico – e talvez pior -mas evoluir a outros planos superiores.

O plano astral é o das emoções, criado especialmente para moradia dos animais irracionais. Como a humanidade ainda se encontra muito animalizada, por isso ainda habitamos o astral quando desencarnamos. Mas o plano próprio do homem é o mental, não o astral.

Quando o Espírito tem que mergulhar na carne, qualquer que seja sua situação evolutiva, ele precisa primeiro revestir-se de matéria astral, para poder condensar-se posteriormente na matéria. Mas isso constitui uma transição, não um estado próprio do homem.

O astral só constitui estado para o psiquismo animal e para espíritos animalizados, que não conseguiram superar essa fase atrasada.

Quando o estágio evolutivo, ainda retardado, de um espírito exige esse contato com o plano astral, os Chakras são “abertos” naturalmente, isto é, pela própria natureza. Nesse caso o indivíduo nasce médium, na terminologia corrente, e então é necessário “educar» essa mediunidade já existente. Mas “desenvolvê-la” quando não existe, é, a nosso ver, errado, pois perturba e atrasa o progresso evolutivo da criatura.


CHAKRA FUNDAMENTAL

Chamado MULADHARA pelos hindus, é uma hélice (exaustor) de 4 pés (pétalas), localizado no perineo (entre o ânus e os órgâos sexuais, no fim da espinha dorsal). Dizem os ocultistas que duas pétalas são vermelhas e duas alaranjadas. Possui força vitalizadora poderosa, com o nome de Kundalini. Essa força, que revigora o sexo, pode ser transformada em vigor mental, alimentando outros centros. As obras especializadas explicam esse processo.

Cremos perigoso lidar com essa força, sem a direção de um mestre experimentado, competente e evoluído.

Grande número de abusos e desvios sexuais é causado pelo desequilíbrio desse Chakra, influenciado, com freqüência, pela ação de obsessores, que aí encontram campo fácil de domínio de suas vítimas, levando-as a desregramentos que parecem simples impulsões naturais de força vital: ou, ao contrário, insensibilizando, sobretudo as mulheres, para causar frigidez que leva a desfazer lares

Aí se ligam os espíritos, para, o uso desregrado do sexo, experimentarem todas as sensações,

aumentando de muito o gozo dos encarnados, tornando-os sempre insatisfeitos.


CHAKRA ESPLÊNICO

Situado na altura do baço. Exaustor com 6 pés, é um dos responsáveis . pela vitalização do organismo, já que absorve o prâna (vitalidade do sol) e distribui pelo corpo.

A função de extrair o prâna para vitalizar o organismo é conhecida por certos elementos do plano astral que, por inconcebível abuso, se ligam a criaturas das quais querem extrair a vitalidade.

Agem assim os chamados “vampiros”, que se grudam como parasitas, em verdadeira simbiose, no Chakra Esplênico também , absorvendo para eles a vitalidade que esse Chakra recolhe, e deixando sua vítima em permanente estado de astenia, que piora com o tempo até a desnutrição psíquica, que se reflete no físico, atingindo a desencarnação, se não for atendida a tempo.

De modo geral se colocam nas costas do encarnado, para sugar com facilidade, pois o sentido giratório das pás impulsiona o prâna para fora o corpo, enquanto o “vampiro” os suga pelas costas.

A ação da desobsessão é imprescindível e sempre tem caráter de urgência.


CHAKRA UMBILICAL

Situado mais ou menos na altura do umbigo. É um exaustor com 10 pés, do tamanho de um pires comum, com predominância de tons verdes. Seu trabalho é importante, pois absorve da atmosfera para o corpo, elementos que vitalizam todo o sistema digestivo, para ajudar a assimilação e o metabolismo alimentar, bem como controla todo sistema vago-simpático, governado pelo plexo solar.

É o Chakra responsável pelas emoções. Tanto que, nas comoções e sustos muito fortes, sentimos a barriga tremer e , às vezes, chega mesmo a provocar evacuações ou micções extemporâneas. Justifica as expressões populares: “comovido até as entranhas”, “amor entranhado”, etc.; é muito sensível às influências do astral em seus níveis inferiores. Gira também de fora para dentro.

Nesse Chakra é que se operam as ligações, por fio fluídico, de espíritos sofredores e obsessores nas sessões mediúnicas. A entidade astral inferior, ainda animalizada, e portanto com predominância de emoções, é colocada por trás do aparelho mediúnico, e de seu Chakra Umbilical se estende um fio de matéria astral, à maneira de pseudópodo que é estendido até o Chakra Umbilical do médium.

Ao ser feito o contato e “colada” a ponta do fio no Chakra, o instrumento encarnado passa a sentir, de imediato, todo o conjunto de sensações e emoções do desencarnado; dores pelo corpo, falta de ar, tristeza, choro, aflição, raiva e vontade de brigar, frio ou calor, etc.

Essas sensações fazem refletir, no cérebro, e as palavras pensadas ou ditas pelo espírito comunicante são repetidas pela boca. Dá-se a comunicação.

A ligação com um médium equilibrado ajuda o comunicante, pois, ao mesmo tempo em que o sistema alterado deste passa ao aparelho mediúnico, a calma e o equilíbrio do encarnado se escoam, através do mesmo fio de ligação, para o desencarnado em desequilíbrio, levando-lhe um pouco da calma e alívio para seus sofrimentos.

Mediunicamente falando, para as chamadas “sessões de caridade”, esse é o Chakra mais importante. Criaturas existem que o têm “aberto” naturalmente: são os médiuns “espontâneos”. Esses devem educar o controle desse Chakra.

Quem tem esse Chakra “fechado” não deve abri-lo: se a natureza e a vida fizeram assim, é porque assim é melhor para a criatura.

As pessoas que o têm naturalmente aberto são, geralmente, instáveis, nervosas e até desequilibradas, porque estão sujeitas a influências astrais inferiores de toda a ordem, verdadeiros “mata-borrões” que “pegam” todas as manchas de tinta derramadas por aí… Neste caso, só uma educação bem feita na mesa mediúnica poderá reequilibrá-las.

Uma vez “aberto” (desenvolvido) o Chakra, não deve a criatura parar o trabalho mediúnico, sob pena de sentir de novo descontroladamente todas as indesejáveis e desagradáveis sensações do mundo astral mais baixo. A abertura desse Chakra obriga a criatura a uma catarse periódica de

alivio, o que costuma dar-se com a freqüência semanal a uma reunião mediúnica.


CHAKRA CARDIACO

Localizado na altura do coração físico, sobre o plexo cardíaco. É um exaustor de 12 pás, em que predomina a cor amarela (que nos seres evoluídos passa a verdadeiro dourado: o “Coração de Jesus” é representado com raios dourados que dele partem).

Sua função precípua é governar o sistema circulatório, presidindo á purificação do sangue nos pulmões e ao envio do oxigênio e prâna a todas as células, por meio do sistema arterial. Controla, ainda, as pulsações do músculo cardíaco.

Situa-se no principal ponto de contato com o Eu Profundo (Cristo Interno – Mente), no nó sinusal e segmento atrioventricular que comandam o batimento do coração. Vibra na freqüência do astral superior, com que sintoniza, e comanda os sentimentos. No entanto, nas criaturas menos evoluídas, deixa-se influenciar muito pelas vibrações do Chakra Umbilical, que transfere ao órgão cardíaco as emoções inferiores, fazendo palpitar mais rápida e violentamente o músculo do coração, mesmo nas emoções inferiores.

Doutro lado, mesmo nas criaturas mais evoluídas, quando isto não se dá, ocorre que o Chakra Cardíaco acelera e fortalece as palpitações do coração, quando é necessária uma circulação mais rápida e forte da corrente sangüínea, para levar mais oxigênio ao cérebro e às células.

Além disso pode ocorrer que, fortemente afetado por sentimentos superiores, sua expansão mais larga faça suas vibrações tocarem o Chakra Umbilical, transformando o sentimento elevado em emoção, de vibração mais baixa, no plano astral inferior.

É através dele que se liga o fio fluídico dos espíritos chamados “guias” ou “mentores” dos médiuns,

quando estes “incorporam” sobretudo para trabalhos de passes e curas e para todos os que afetam

o sentimento de amor.

Como os mentores do médium são, sempre criaturas que alimentam sentimentos de amor por seu pupilo encarnado, a sintonia se faz pelo Chakra cardíaco, que é mais afim com essa freqüência vibratória.

O espírito se coloca atrás do médium e liga seu fio fluídico ao Chakra cardíaco daquele. A partir desse momento, o médium passa a sentir agradáveis sensações de bem-estar e de paz, muito diferentes das que sente quando é um espírito involuído que se liga ao Chakra umbilical.

Esse é o Chakra que vibra fortemente quando sentimos simpatia, empatia, amor, piedade ou compaixão, por nossos semelhantes. Se bem desenvolvido, leva ao amor universal indistintamente a todos os seres criados de qualquer plano.

No entanto, o máximo cuidado devemos ter em não deixar que a vibração desse Chakra se comunique com o umbilical, transformando o sentimento em emoção. Esse erro é comum em certos médiuns pouco experimentados. Quando isso ocorre, ao dar passes no enfermo, o médium ajuda-o ao lançar nele seus fluídos; mas a vibração do Chakra umbilical, cujas pás giram para dentro do corpo, trazem para seu corpo astral as vibrações de dores e doenças do paciente, e o médium recebe em si toda a carga negativa e sai doente. Cuidado, portanto, em não transformar o sentimento de compaixão em emoção comovida. Se agir certo, ajudará sem prejudicar-se.

O Chakra cardíaco é também utilizado pelos espíritos para os efeitos físicos, pois atua na corrente sangüínea, produzindo maior abundância de plasmas e exteriorizando-os (ectoplasma) pelos onfícios do corpo do médium (boca, nariz, ouvidos, olhos, sexo, uretra e ânus e às vezes, pelo umbigo). Com esse ectoplasma, se formam não só as materializações, como os “botões” rígidos, que produzem todos os efeitos físicos.


CHAKRA LARÍNGEO

Está situado na garganta, mais ou menos na altura da tireóide. Responsável pela emissão da voz e pelo controle de certas glândulas endócrinas do corpo, cuja disfunção é por vezes atribuida à tireóide, quando na realidade o culpado é o Chakra laríngeo, mal desenvolvido ou desenvolvido demais.

O desenvolvimento desse Chakra apura não só a emissão da voz, que se torna agradável e musical, como ainda a pronúncia das palavras ( califasia), que é geralmente mais perfeita e apurada nas pessoas mais evoluídas. A criatura involuida (ou quando tem o Chakra laríngeo pouco desenvolvido) fala enrolado, confuso, e às vezes de modo quase ininteligível, não conseguindo proferir certas consoantes e grupos consonantais.

É pelo Chakra laríngeo que reproduzimos, no físico, o SOM do LOGOS, embora ainda com uma imperfeição desconcertante e desanimadora.

Muito desenvolvido nos cantores e oradores, sustenta-lhes a voz, emprestando-lhe belo timbre e volume possante.

Nesse Chakra se liga o fio fluídico dos espíritos que dão mensagens psicofônicas, na chamada “incorporação completa” falante, quando o médium reproduz, a voz do espírito, seu sotaque e em alguns casos, sua língua original, mesmo desconhecida pelo aparelho mediúnico (xenoglossia).

A vibração do Chakra, captando ondas mais elevadas do astral, presta-se a ligar-se com entidades evoluídas em relação a nós, os “mentores” e “guias”, que o utilizam com freqüência, sendo seu caso atestado exaustivamente na Bíblia, com os Profetas.

Controla, também, o chamado “passe de sopro”, fornecendo energia ao ar expelido dos pulmões do médium.

O espírito, para ligar-se ao Chakra laríngeo do médium, coloca-se atrás do seu medianeiro e liga um fio fluídico de seu próprio Chakra laríngeo. A partir do instante em que é feita a ligação, o médium estremece e sente a garganta tomada, falando mesmo que não queira. Certa feita, em Pedro Leopoldo, disse Chico Xavier: “eles me colocam um trem aqui na garganta e tenho que falar”.


CHAKRA UMERAL

De menor importância no conjunto, situa-se entre as omoplatas, junto ao plexo braquial, que se estende até o ponto de ligação dos braços com o tronco. Comandam os movimentos, dos braços, antebraços, mãos e dedos.

Citamos este porque nele se liga o fio fluídico do espírito comunicante para a psicografia mecânica. O espírito se coloca atrás do médium, ou a seu lado, e lança seu fio ( pseudópodo ) , fazendo contato com o Chakra do aparelho, que dificilmente consegue resistir ao impulso recebido.

Vemos, pois, que as ligações por fio (incorporações) só se dão nos Chakras situados no tronco do

corpo do médium:

1 – Fundamental – obsessões sexuais e possessões;

2 – Esplênico – vampiros

3 – Umbilical – sofredores e obsessores;

4 – Cardíacos – passistas ( mentores) e efeitos físicos;

5 – Laríngeo – mentores, por psicofonia;

6 – Umeral – mentores por psicografia automática.


CHAKRA FRONTAL

Localizado entre as sobrancelhas, 1,5 a 2 centímetros acima da glabela.

O Chakra Frontal, estando na cabeça, é responsável pela vidência no plano astral, quando percebida diretamente por meio dos cones e bastonetes, formando-se as imagens astrais na parte lateral da retina. Tanto que, quando os videntes, sobretudo os pouco treinados, percebem uma figura a seu lado, se por acaso voltam seus olhos para esse lado, a visão desaparece. Eles terão que habituar-se a localizar a visão sem olhar de frente para ela, pois se o fizerem, o foco incidirá na fóvea ou mácula lútea, que é o ponto específico da visão física, mas não da astral.

As cores predominantes são rosa e amarelo. Corresponde à glândula pituitária ou hipófise e governa o intelecto (cérebro) com seus vários departamentos de neurônios. Dessa maneira, comanda os cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato).

Na clarividência à distância (quer no espaço, que no tempo), forma-se geralmente um “tubo” fluídico (uma espécie de luneta) que parte do Chakra Frontal, ligando o médium à cena que deve ser vista. Daí os faraós e videntes do Antigo Egito serem representados nas figurações com uma serpente (o “Uréu”), que lhes saía da testa, e simbolizava a visão astral desenvolvida.

Outro tipo de visão captada pelo Chakra Frontal são os “quadros fluídicos”, criados pela mente do próprio médium, pela de outro encarnado ou de algum desencarnado.

Esses quadros (ou figuras), alguns facilmente confundíveis com espíritos reais aí presentes, por vezes se apresentam reduzidos, e não obstante com absoluta nitidez em todos os pormenores.

Ainda outra variedade de VIDÊNCIA é a chamada “vidência mental”, também sob a responsabilidade direta de AJNA. Nesta, nada se vê em imagem física figurada.

As imagens sem figura se apresentam ao cérebro, tal como se fossem “imaginadas” num sonho acordado.

Não sei se conseguimos explicar-nos: vemos sem ver, mas vemos! Com o desenvolvimento desse Chakra, passamos a ter segurança na interpretação do que vemos mentalmente.

Desses tipos de vidência, o mais seguro é do plano astral, porque é mais físico e , portanto, pode ser mais facilmente controlado.

No entanto, nenhum desses tipos de vidência constitui, propriamente falando, uma mediunidade no sentido exato e estrito do termo. Na mediunidade, o aparelho humano serve de intermediário entre um espírito (desencarnado ou não) e outro espírito (encarnado ou não). Mas é um medianeiro, que RECEBE e ENTREGA.

Na vidência não ocorre isso: é a própria criatura que vê. Nada recebe de ninguém: ela mesma tem a capacidade de ver. Então, em vez de mediunidade, nós chamaríamos a isso característica ou capacidade.

Também não é um DOM, que alguém recebe como um favor: não há privilégios na natureza!

Ou a criatura conquista pelo próprio esforço evolutivo essa capacidade, e a tem; ou, se não fez por merecê-la, não na tem.

Além da vidência, o Chakra Frontal é responsável pela AUDIÊNCIA, emque a voz física do espírito é ouvida dentro do ouvido, como se as vibrações não viessem de fora, pelo ar atmosférico, mas ecoassem dentro da caixa craniana.

Outra modalidade é a CLARIAUDIÉNCIA, em que se ouvem vozes e sons que vibram à distância (quer no espaço, quer no tempo). Aqui também é comum observar-se a formação fluídica de um tubo acústico, talvez para ampliar as vibrações sonoras, tornando-as suficientemente fortes para conseguir impressionar o ouvido.

O Chakra Frontal é responsável:

– Pela clareza de raciocínio e pela percepção intelectual, que será tanto mais aguda e rápida, quanto mais for desenvolvido o Chakra.

– Pelo fato de também girar para fora, e poder, segundo a vontade do homem, agir como um ventilador que gira rapidamente; sua utilidade é a emissão de raios (irradiação), que podem ser dirigidos às pessoas com diversos objetivos (calma, força, conforto, alívio, equilíbrio, etc.). De acordo com as necessidades, os raios emitidos poderão ser coloridos, pois a coloração não émais que a freqüência vibratória do raio que se modifica, segundo a mentalização realizada. Essa irradiação, ou mesmo o lançamento de raios, depende exclusivamente da vontade e da força mental concentrada do emitente, não sendo necessário nenhum gesto externo.


CHAKRA CORONÁRIO

Situado no alto da cabeça, na direção da glândula pineal, a que corresponde. É um exaustor com 12 pás no centro e com 960 pás na periferia, daí ser também chamado “Jótus de mil pétalas”.

Sua cor predominante e seu brilho variam de acordo com seu desenvolvimento, portanto, com a evolução da criatura.

O despertamento é importantíssimo, para não receba vibrações do astral, mas somente do mental.

É através do coronário que:

– recebemos a Luz do Alto, e que em nós penetra a Onda Espiritual do Logos. Os primitivos cristãos conheciam bem sua força, tanto que os monges ocidentais (à imitação do que sucedia com os orientais: egípcios, chineses, hindus, tibetanos, etc.) raspavam a cabeça como um símbolo: afastavam os cabelos, isto é, todos os empecilhos materiais, para que a ligação com o Espírito e o recebimento da Luz fosse a mais perfeita possível.

– Os médiuns recebem as comunicações por ondas mentais, isto é, intuitivas, telepáticas. O Espírito comunicante pensa (em qualquer idioma) e através do Chakra Coronário e do corpo pineal o médium capta esse pensamento e o transforma em palavras e frases (com seu próprio vocabulário).

Aí não há necessidade de o Espírito estar próximo ao médium. Daí poder o médium:

– Transmitir a mensagem como preferir ou como tiver mais facilidade, quer pela escrita (psicografia não-automática) quer de viva voz (psicofonía consciente).

– poderem dois médiuns, ou mais cuja sintonia se eqüivalham, poderem captar a mesma mensagem, ditada pelo Espírito, embora um médium esteja em Porto Alegre e outro em Manaus.

O desenvolvimento do Chakra Coronário só é conseguido através da evolução. Seu pleno desenvolvimento dá a iluminação mental e a criatura atinge o nível de Buddha, como ocorreu com Sidharta Gautama II. (Carlos Torres Pastorino – Técnica da Mediunidade).

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