A Árvore da Vida

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Somos quais árvores: nascidos e firmados na terra, mas crescendo em ascensão aos céus.

Não poderia ter simbolismo melhor do como e para que DEUS nos criou. Uma grande corrente judaica há séculos, estuda o que chamam de “A Árvore das Sefirot” (que consideraremos em ocasião posterior), numa representação cabal de nosso corpo e seus pontos vitais à uma árvore em busca da Essência do CRIADOR. Veja, apenas como um exemplo, que a palavra “dedos” em hebraico é estbá que vem da mesma raiz de “árvore” (em hebraico, est). Em outras palavras, para os judeus, os dedos são pequenas árvores em nossas mãos e em nossos pés.

Um outro relato bastante intrigante é o de Jesus. Certa ocasião, num ato de cura, Jesus impõe suas mão sobre os olhos de um cego e lhe diz: Enxergas alguma coisa? Naquela ocasião, à primeira hora, o homem responde: Sim, vejo como que árvores andando! Então, Jesus lhe põe novamente a mão e ele passa a enxergar nitidamente os homens.

Ora, não podemos interpretar isso como “um erro de cálculo” ou “um defeito” no ato da cura. Tudo tem sua explicação, seu porquê.

Perceba que a primeira visão dada àquele homem lhe permite enxergar o plano original, uma visão mais espiritual das coisas. Afinal, também, não por acaso a decadência do homem, da humanidade, é retratada por um ato de comer do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e, por conseguinte, se afastar da Árvore da Vida.

Sim, o homem passou a firmar a atenção em si mesmo, em seus anseios, deixando-se aflorar em si o bem e o mal, tentando afirmar-se independente, dono de seus atos, não se importando o quanto isso lhe tem afastado da Essência do CRIADORE, com isso, tem vivido em um caótico desequilíbrio.

Não podemos anular a parte primeira, ignorar AQUELE que nos fez, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO que nos colocou para sermos Árvores da Vida, sendo ELE, a fonte desta.

Deixemos nossas características vãs de lado e firmemos nossos pés em ascensão ao TODO-PODEROSO. Busquemos sê-LO, sejamos SEUS imitadores, trazendo às nossas vidas suas virtudes, sua sabedoria e ampla visão. Não incorramos mais no erro de centrar nossos esforços em objetivos egoístas. Cresçamos quais Árvores da Vida, permitindo que outros se saciem com nossos frutos, deixando às próximas gerações um legado.

O tempo é de desfrutarmos sabiamente o que nos foi dado: vida e vida em abundância!

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